Passinhos leves contra o mar por força grande contra as ondas. Sol abóbora com céu manchado de fim de tarde. Viu marrom pelas lentes dos óculos antigos. Não deixou balançar a bolsa simples feita de um pano estampado. Mão na água feita a alisar o mar. Evaporou a sensação de brisa fresca. Sentiu sorriso, segurou algo pulsante por dentro. Nuvem branca migrando pro ali puxando pássaros organizados em triângulo sem base. Ela viu.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Praia
Passinhos leves contra o mar por força grande contra as ondas. Sol abóbora com céu manchado de fim de tarde. Viu marrom pelas lentes dos óculos antigos. Não deixou balançar a bolsa simples feita de um pano estampado. Mão na água feita a alisar o mar. Evaporou a sensação de brisa fresca. Sentiu sorriso, segurou algo pulsante por dentro. Nuvem branca migrando pro ali puxando pássaros organizados em triângulo sem base. Ela viu.
Rabiscado Por Lucas Moratelli 4 Opiniões
Marcadores: Bolhas de vida
sábado, 26 de dezembro de 2009
Por onde anda?
Anda muito
Sem destino
Não telefona
Nem pra dizer
Dizer que vai
Vai andando
Sem rumo
Corre o mundo
Por passos dados
Sem números, rotas
Nada mais
Tem a si
Sempre é assim
Busca o que?
Enquanto anda
Só anda
Anda Muito
Não diz por quê.
Rabiscado Por Lucas Moratelli 3 Opiniões
Marcadores: Poesia?
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Bar
Pareceu-me confuso nas palavras, fingi entender tudo com clareza e espanto dando margem a qualquer continuação. Continuou. Acredito que disse alguma coisa sobre mulher, dei-lhe um conselho pronto e prosseguiu. Em certo momento me ofereceu um cigarro, por receio de demonstrar indiferença, aceitei. Ele acendeu o dele e o meu com exatidão e entregou-me desajustado. Depois de duas tragadas fortes continuou seu assunto furado, perguntei-lhe se podíamos sentar. Sentamos. Segurou-me a mão e olhou-me fundo. "Posso lhe confiar um segredo?" - Indagou com os olhos marejados. Ao responder que sim, deixou uma lágrima rolar e me matou por dentro.Rabiscado Por Lucas Moratelli 6 Opiniões
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Amor e Adeus
Eu nunca te disse adeus
Jamais pretendi, contudo, amar-te para sempre
O amanhã me confunde
Assim como o passado me desfaz
Vejo-te torto dormindo o cansaço
Tua respiração vira ritmo
Balanço bobo na tua música
Faço letra, canto sempre, fico roco
A despedida entorpece, machuca
Não te quero ver pela última vez
Fiquemos assim para sempre
Eu, ao teu lado a velar
Você num eterno doce sono
Rabiscado Por Lucas Moratelli 9 Opiniões
Marcadores: Amor/dor em preto e branco, Poesia?


